ESCOLA SEGURA

 

Como tornar o ambiente escolar mais seguro?

 

 

A busca por segurança pelos familiares:

Muitos pais passam pelo desafio de escolher uma pré-escola adequada para deixar seus filhos, e encontrar um local que atenda às suas necessidades é uma grande responsabilidade já que a oferta por este tipo de serviço vem crescendo a cada dia.

Uma “pré-escola” ou “creche” oferece muito mais do que apenas um local seguro para as crianças; elas são capazes de estabelecer efeito positivo sobre o desenvolvimento inicial e criar bases para relações de uma vida de aprendizagem que está só começando.

 

A escolha de uma creche é uma das decisões mais importantes que um pai irá fazer para seu filho

 

É o que afirma Najla Kern, Enfermeira responsável por ambulatório Escolar e facilitadora de formação da Creche Segura. Ela recomenda que os pais procurem por creches que atendam um padrão de cuidado e ensino adequado para o desenvolvimento da criança.

De acordo com Najla uma creche de qualidade deve ser capaz de desenvolver a criança no aspecto social, para que ela seja capaz de se relacionar com professores e outras crianças, além de descobrir como controlar suas emoções.

 


Você poderá gostar da Formação a distância sobre Primeiros Socorros com Foco no Ambiente Escolar, saiba mais


 

Nos últimos anos, pesquisas apontam que o desenvolvimento saudável de uma criança depende de experiências seguras e positivas nos primeiros anos de vida.

Ainda de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, esse período é marcado pelo desenvolvimento de habilidades motoras em um ritmo acelerado, além de crescimento da criança (ela irá triplicar seu peso), o bebê vai aprender a sustentar a cabeça, sentar, ficar de pé, engatinhar e inclusive andar sem apoio.

Neste artigo pretende-se iniciar uma discussão sobre como a escola pode se tornar um ambiente mais seguro, não temos a intenção de esgotar o tema, mas propor uma discussão para todos os envolvidos na educação, com objetivo de criar um cultura de segurança no ambiente escolar.

 

SUPERVISAO DE CRIANCAS

 Supervisão das crianças e bebês

 

 Quando se tem um grupo de crianças ou bebes sem supervisão, as chances de um acidente aumentam consideravelmente, eles devem ser vigiados em todos os momentos até mesmo enquanto estão dormindo diz Najla

 

Os bebês e crianças pequenas necessitam de uma cuidadora responsiva: sintonizada em suas necessidades e que tenha disponibilidade para atendê-las. Para isso acontecer é preciso que a cuidadora seja emocional e fisicamente disponível, o que se torna improvável quando ela tem que cuidar de muitos bebês ao mesmo tempo dentro de uma rotina diária inflexível.

O que é importante saber:

De acordo com a AAP – Academia Americana de Pediatria, o número máximo de cuidadores por esta faixa etária é:

Idade Relação máxima
criança x cuidador
Tamanho máximo do grupo
01 ano 3: 1 6
2 anos 4: 1 8
Crianças de 3 anos 7: 1 14
Crianças de 4 anos 8: 1 16
Crianças de 5 anos 8: 1 16
Crianças de 5 anos a 8 anos 10: 1 20
Crianças de 9 anos a 12 anos 12: 1 24

 

O Brasil avançou nas orientações que definem como ideal a relação de crianças por professor, e o número de crianças por professor deve possibilitar atenção, responsabilidade e interação com as crianças e suas famílias.

A recomendação do MEC é levar em consideração as características do espaço físico e das crianças e no caso de agrupamentos com crianças da mesma faixa de idade, recomenda-se a proporção de:

  • 0 a 1 ano – 6 a 8 crianças por professor
  • 2 a 3 anos – 15 crianças por professor
  • 4 e 5 anos – 20 crianças por professor

 


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FAMILIA NA ESCOLA

 Participação da família

nas instituições de educação

É muito importante a participação dos familiares de forma ativa no cotidiano escolar. Desenvolver relações de parceria, colaborações e corresponsabilidade no cuidar e educar, promovendo coerência entre as ações e tomada de decisão em benefício da criança.

  • Trocar informações com os familiares sobre saúde e segurança no ambiente escolar:
  • Favorece o alinhamento de expectativas em relação ao cuidado
  • Esclarece os protocolos instituídos na escola para preservação da vida do aluno
  • Demonstra comprometimento dos gestores e demais colaboradores com a causa
  • Além de favorecer a multiplicação de práticas seguras.

 

Ouvir a opinião dos pais sobre os protocolos instituídos, receber e analisar sugestões e apresentar os resultados das medidas instituídas, farão com que seja criado um ambiente de colaboração entre todos os atores envolvidos no cuidar e educar, além de reforçar a relação escola-família.

Compartilhando um exemplo:

É comum ouvirmos dos educadores as dificuldades em relação ao manejo da febre na escola, e sabemos que existem riscos ao medicar uma criança nos casos em que os pais não podem buscar (ou levarão algum tempo para fazer isso por conta do trabalho/deslocamento até a escola), para isso é importante:

  • A autorização dos pais (por escrito na caderneta ou por telefone com posterior registro escrito)
  • Receita médica legível
  • Medicamento devidamente identificado em nome da criança
  • Medicamento armazenado longe do alcance das crianças
  • Maior atenção do professor no ato de medicar
  • Registros desta ocorrência em impressos próprios

 

As recomendações de diversos órgãos de saúde inclusive da Sociedade Brasileira de Pediatria são lançar mão de medidas não farmacológicas primeiro, e se persistir a elevação da temperatura medicar (seguindo os cuidados descritos acima).

 

O que percebemos é que esse diálogo nem sempre é assertivo, o protocolo de manejo da febre na escola não foi devidamente esclarecido para os pais, ou não ocorre aderência a este protocolo (por exemplo não entrega da receita médica, omissão de febre da criança na noite anterior, não anotação das informações sobre a medicação na caderneta, etc).

Se este diálogo não for efetivo, existem grandes chances de desencontros de informações, expectativas não atendidas, e até desentendimentos, o que poderá colocar a vida do aluno em risco.

 


Você poderá gostar da matéria sobre mordidas entre crianças: orientações para abordagem pedagógica e para o cuidado após a ocorrência da mordida, acesse aqui


 

Para garantir essa efetiva comunicação com a família é importante dispor de diferentes canais de comunicação (eletrônicos e impressos por exemplo), convocações presenciais, formação de grupos de discussão, elaboração de “guia de orientação” e acesso ao “regimento escolar”, reuniões com a participação de profissionais de diversas áreas como nutricionistas, pedagogos, fisioterapeutas, enfermeiros, entre outros.

O profissional que atua na escola precisa considerar também:

  • A importância de ter disposição para ouvir
  • Procurar equilíbrio entre firmeza e acolhimento
  • Desenvolver a capacidade de mediar conflitos
  • Elaborar um plano de acolhimento das crianças e familiares para os primeiros dias na escola.

Consideramos fundamental essa parceria entre escola-família especialmente para tratar questões de segurança e saúde, preservando desta forma a vida e saúde do aluno.

 

REUNIAO DE PROFESSORES

 

Protocolos de atendimento a emergência,

condições de saúde e segurança na escola

Por definição, um protocolo é caracterizado como local para registro de atos oficias, normas ou procedimentos.

Recomendamos que a gestão escolar em conjunto com os demais colaboradores, elaborem protocolos e compartilhem com os familiares dos alunos.

Exemplos de protocolos que poderão ser elaborados:

Todos esses protocolos, quando bem delimitados com embasamento na literatura, e se necessário orientados por profissionais de saúde, devem ser atualizados ao menos uma vez ao ano.

 


Você poderá gostar da matéria sobre medicação na escola, o que é importante saber? acesse aqui


 

Os protocolos deverão conter:

  • Data da criação
  • Nome dos responsáveis pela elaboração
  • Data de atualização (quando esta ocorrer)
  • Referências bibliográficas utilizadas
  • Fácil acesso (por exemplo em formato de manual)

 


Elaboramos um modelo de protocolo (sobre manejo da convulsão na escola) para ser utilizado como norteador para elaboração de outros protocolos na escola, acesse aqui


Se preferir você poderá acessar um protocolo em branco (apenas com os campos para preenchimento) gratuitamente aqui


 

LISTA DE TELEFONES ÚTEIS PARA ESCOLAS

Telefones de emergência:

nunca é demais tê-los por perto!

No momento em que uma emergência ocorre é comum esquecer para qual número ligar, ou mesmo para quem pedir ajuda, por isso recomendamos que uma lista com os números importantes fique fixada em locais estratégicos da escola.

Conheça alguns números que poderão ser colocados na lista:

Unidade de emergência móvel mais próxima da Escola: SAMU 192 ou Bombeiros 193

  • Unidade Básica de Saúde (UBS) referência para área onde a escola está localizada: especialmente quando for necessário comunicar casos suspeitos de doenças como varicela (catapora), gripe H1N1, etc
  • Pronto Socorro mais próximo
  • Atendimento odontológico de referência ou parceiro: em casos de trauma dental onde a avaliação de um dentista é necessária
  • Atendimento oftalmológico de referência ou parceiro (ou hospital que tenha este serviço): em casos de trauma ocular importante um oftalmologista deverá ser consultado
  • Centro de controle de intoxicações (CCI)
  • Em casos de ingestão acidentes de produtos tóxicos ou remédios entrar em contato com CCI informando:

Idade da criança, peso, como foi o contato com o produto, há quanto tempo foi a exposição, os sintomas que a criança está apresentando, informações sobre o produto (tenha a embalagem em mãos) e um número de telefone para contato

Obs.: Muitas vezes os números de emergência parecem óbvios, mas no momento em que ocorre um acidente é possível que ocorra o esquecimento, já que as pessoas que se propõem a prestar o atendimento  estão sob uma situação de estresse. Coloque as lista com os números em local visível (se necessário em vários locais da escola).

 


Você poderá gostar do e-Book com 4 dicas para tornar a escola mais segura, incluindo os telefones importantes, acesse aqui


 

MEDICACAO NA ESCOLA

Controle de medicamentos

no ambiente escolar

 

Sabemos que a administração de medicamentos só deve ser realizada no ambiente escolar quando estritamente necessária. Há ainda escolas que não realizam a administração e orientam os familiares a comparecer no horário necessário para administrar o medicamento à criança.

A curiosidade infantil e o apelo visual dos medicamentos coloridos e líquidos acondicionados em frascos são um perigo à saúde das crianças, principalmente, na faixa etária de 1 a 4 anos. Quando os medicamentos são armazenados de forma incorreta ou não existe uma política de administração o risco de intoxicação aumenta.

“Crianças nessa faixa etária são muito curiosas e costumam colocar qualquer coisa na boca, por isso a importância do armazenamento correto dos medicamentos”. Segundo Najla, deve haver uma rotina específica para o recebimento e armazenamento dos medicamentos no ambiente escolar. Os pais devem entregar em mãos os medicamentos com a receita médica e orientações por escrito para um responsável, que deve identificar e armazenar em local próprio o medicamento e devolver no final do período.

 

Para as escolas que realizam quando estritamente necessário, algumas recomendações são importantes:

PRIMEIROS.SOCORROS.ESCOLA.CRECHE.SEGURA.1

Não permitir que os medicamentos cheguem até a escola através das mãos ou mochilas das crianças, o recomendado é que um profissional da escola receba diretamente das mãos dos responsáveis. Essa medida simples poderá ser uma grande ação preventiva de casos de intoxicação.

PRIMEIROS.SOCORROS.ESCOLA.CRECHE.SEGURA.2

Os medicamentos deverão ser recebidos devidamente identificados com nome completo da criança, além de ser conferida a validade (poderá ser utilizada uma etiqueta para esta finalidade).

PRIMEIROS.SOCORROS.ESCOLA.CRECHE.SEGURA.3

Todos os medicamentos deverão ser armazenados longe do alcance das crianças, preferencialmente em caixa plástica que possa ser lavada, e os colaboradores tenham acesso para pegar o medicamento no horário estabelecido.

PRIMEIROS.SOCORROS.ESCOLA.CRECHE.SEGURA.4

A prescrição médica deverá acompanhar o medicamento, com letra legível, além de uma anotação do responsável pela criança com autorização para administrar o medicamento pela escola, dose e horário (essa autorização poderá ser realizada por exemplo na caderneta do aluno).

PRIMEIROS.SOCORROS.ESCOLA.CRECHE.SEGURA.5

Conferir a prescrição médica sempre, antes de oferecer o medicamento ao aluno, junto com a anotação dos familiares, a fim de evitar enganos.

PRIMEIROS.SOCORROS.ESCOLA.CRECHE.SEGURA.6

Orientar os familiares (sempre que possível) para adequar o horário das medicações para um padrão estabelecido pela escola, isso poderá otimizar o trabalho dos educadores e reduzir as interferências nas atividades pedagógicas.

Essa prática já é adotada por diversos estabelecimentos, inclusive hospitais, confira abaixo um exemplo de horários para orientar os familiares:

HORARIOS PARA MEDICAMENTOS

 

Segundo recomendação do Departamento Científico de Saúde Escolar do Rio de Janeiro, é importante considerar o recebimento da prescrição médica SEMPRE e orientar os familiares sobre a relevância desse procedimento, pois trata-se de um importante documento para saúde e segurança da criança.

 

ACIDENTES COM CRIANCAS

Prevenção de Acidentes:

Formar para prevenir

 

Multiplicar práticas de segurança no ambiente escolar são de extrema importância para manutenção de um ambiente seguro.

Existem boas iniciativas em nosso país que atuam por esta causa, entre elas a ONG Criança Segura, que está presente no Brasil desde 2001, é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, que tem como missão promover a prevenção de acidentes com crianças e adolescentes de até 14 anos.

Atuando com diferentes frentes, a ONG Criança Segura publica periodicamente recomendações para prevenção dos mais variados tipos de acidentes, além de oferecer cursos online GRATUITOS sobre o tema.

Os profissionais que atuam no ambiente escolar poderão participar das formações e até se tornarem multiplicadores, além de recomendar que os familiares das crianças também participem, criando assim uma cultura de segurança.

 

Os cursos oferecidos são:

Criança Segura para familiares e responsáveis – indicado a pais, familiares, cuidadores e responsáveis por crianças e atentos a necessidade de a prevenção de acidentes com crianças e adolescentes até 14 anos. Organizado em cinco aulas, com duração de um mês e carga horária total de 20 horas, o curso contempla prevenções como quedas, afogamento, sufocações, intoxicação e trânsito.

Criança Segura para multiplicadores – indicado a educadores, líderes comunitários, agentes de saúde e todas as pessoas interessadas na causa e dispostas a multiplicar a prevenção de acidentes com crianças e adolescentes até 14 anos. Organizado em oito aulas, com duração de três meses e carga horária total de 60 horas, o curso contempla prevenções como quedas, afogamento, sufocações, intoxicação e trânsito.

Criança Segura no trânsito – indicado a agentes e educadores de trânsito, professores, líderes comunitários, e todas as pessoas interessadas na causa e dispostas a multiplicar a prevenção de acidentes no trânsito com crianças e adolescentes até 14 anos. Organizado em oito aulas, com duração de três meses e carga horária total de 60 horas, o curso contempla a prevenção de acidentes no trânsito, a maior causa de mortes no Brasil.

Para se inscrever acesse acesse aqui

Além dos cursos, a ONG Criança Segura produziu livretos para tratar o tema de prevenção de acidentes dentro das escolas de acordo com a faixa etária dos alunos, clique na capa para acessar gratuitamente:

CRIANCA SEGURA NA ESCOLA - PROFESSOR

CRIANCA SEGURA NA ESCOLA - INFANTIL

CRIANCA SEGURA NA ESCOLA - 1 e 2 series
CRIANCA SEGURA NA ESCOLA - 3 e 4 series

 

 

CRECHE-SEGURA-PRIMEIROS-SOCORRO-FOTO7

Conhecer Primeiros Socorros:

Formar para salvar

 

A prevenção é a medida mais importante e eficaz para preservar a vida da criança, mas se algo ocorrer na escola, você sabe o que fazer?

Crianças costumam ser exploradores ousados, rápidos e imprevisíveis que provavelmente vão colocar qualquer objeto ou material na boca e não possuem ainda noção de perigo ao se movimentarem: rolam, sobem, escalam, debruçam, mesmo sob a supervisão atenta de um adulto, todas essas situações expõem as crianças há algum tipo de risco, ter uma equipe preparada para atender uma intercorrência é essencial para preserva a vida e a saúde da criança.

A maneira mais eficaz de melhorar a segurança e prevenir acidentes é investir no treinamento da equipe, e ter políticas voltadas à segurança e prevenção de acidentes, que são essenciais para manutenção de um ambiente escolar seguro.

 


Você poderá gostar do e-Book gratuito sobre a importância de conhecer primeiros socorros no ambiente escolar, acesse aqui


 

O treinamento irá empoderar o profissional que saberá como agir em uma situação de emergência, por isso é importante estar preparado, reconhecer importância de saber primeiros socorros no ambiente escolar, conhecer as diretrizes de saúde e os limites de atuação em cada situação.

Nós da Creche Segura sempre orientamos os profissionais, durante nossas formações sobre a importância de saber como agir diante de uma situação de emergência, é também saber o que não deve ser feito para não prejudicar a vítima.

A formação irá preparar e orientar o profissional sobre como agir em uma situação de emergência, qual o seu limite de atuação, como trabalhar em equipe para realizar um atendimento seguro, como e quando acionar o serviço de urgência.

Também poderão ser eleitos ao menos dois colaboradores de referência, que serão acionados sempre que uma situação de emergência ocorrer conduzindo o atendimento inicial e levando o kit de primeiros socorros até o local.

Recomendamos que no mínimo um colaborador por período, com formação em primeiros socorros, esteja presente no local para prestar os primeiros atendimentos em caso de acidente.

É importante saber que existe uma evolução natural da ciência e das práticas, que podem se modificar, por isso é recomendada a reciclagem ao menos uma vez por ano em primeiros socorros, para garantir que os profissionais estejam sempre atualizados para realizar o atendimento de forma mais segura.

 


Você poderá gostar da Formação a distância sobre Primeiros Socorros com Foco no Ambiente Escolar, saiba mais


First aid kit isolated

A importância do Kit de Primeiros Socorros

 

Um kit de primeiros socorros bem abastecido poderá ajudá-lo no atendimento de uma ocorrência como queda, trauma dental, ferimentos, entre outras situações, além de promover a proteção pessoal com o uso de luvas.

Contendo materiais simples como gaze, soro fisiológico, atadura e fita adesiva, um curativo pode ser realizado protegendo o local de possíveis complicações.

Não é recomendado utilizar pomadas, spray´s antissépticos, ou outros produtos no ambiente escolar, mesmo que as crianças e adolescentes já façam uso destes em casa.

Se ocorrer uma sensibilização do local, ou uma reação alérgica a escola terá que responder por essa situação, além de colocar em risco a saúde da criança. Por isso os familiares deverão ser orientados sobre essa limitação, pois ela é uma prática de segurança adotada pela escola, a fim de evitar complicações e preservar a vida do aluno.

Abaixo a lista de materiais recomendados:

 

KIT PRIMEIROS SOCORROS IMAGEM

 


Faça download gratuito de um e-Book gratuito com os materiais recomendados para colocar no kit de primeiros socorros,acesse aqui


 

VACINACAO CRIANCAS

 

A importância da Vacinação

 

As vacinas foram criadas para ensinar o sistema imunológico a reconhecer agentes agressores que podem provocar doenças, assim como para ensiná-lo a reagir produzindo anticorpos capazes de combatê-los.

Os profissionais devem ter cuidado com as práticas de limpeza, higienização e desinfecção para evitar a transmissão de doenças dentro do ambiente escolar, além de verificar se o esquema de vacinação da criança está em dia, diz Najla.

A escola deverá exigir que a carteira de vacinação esteja em dia, portanto doenças evitáveis por vacinação não serão disseminadas para outras crianças evitando contagio desnecessário.

Caso ocorra mais de um caso de doenças transmissível na escola comunicar o Centro de Saúde de referencia

Confira o Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde

 

TROCA DE FRALDA

 

Lavagem das mãos, utilização de luvas

e troca de fraldas

 

  • A higienização das mãos deve ser frequente, com água e sabão sempre que apresentar sujidade visível
  • Quanto utilizar álcool gel realizar sua aplicação da mesma forma que higieniza as mãos com água e sabão
  • Orientar frequentemente a importância da higienização das mãos, é a medida mais simples e barata para evitar a disseminação de doenças comprovada por inúmeras pesquisas
  • A rotina de troca de fraldas deverá estar visível impressa e visível na área destinada para esse fim

 


Você poderá gostar da matéria sobre “troca de fralda na escola, o que é importante saber?”, acesse aqui


 

  • A área de troca de fraldas deverá ser afastada de áreas de preparo de alimentos, e estar localizada próxima a pias com sabão líquido e papel toalha
  • Instituir protocolo para higienização da área de troca de fraldas, é recomendado pela Vigilância Sanitária a higienização com água e sabão e álcool 70% da bancada de troca de fraldas a cada uso
  • As fraldas descartáveis deverão ser desprezadas em recipientes exclusivos com identificação, localizados próximo a área de trocas

É constante a discussão sobre o uso ou não de luvas durante a troca de fraldas, não pretendemos neste artigo esgotar a discussão sobre este assunto, mas propor a reflexão:

Se as luvas forem utilizadas de maneira inadequada: não colocadas/retiradas na técnica, não substituídas a cada troca de fraldas e as mãos não forem higienizadas adequadamente a cada troca de luvas, não haverá efetividade em sua utilização o que favorecerá a contaminação.

Para troca de fraldas poderá ser utilizada ou não as luvas de procedimento, já que alguns professores se sentem desconfortáveis pelo contato com resíduos das fezes. Porém ao realizar a técnica de troca de fraldas de maneira correta, onde os resíduos de fezes são removidos com papel higiênico macio, não entrará em contato com as fezes da criança.

É importante salientar que se a luva for uma escolhida para utilização pelo profissional ela não substitui a lavagem das mãos, ou seja, além da necessidade de utilizar técnica correta de colocação/retirada, o profissional deverá substituí-la a cada troca de fralda e lavar as mãos a cada troca de luvas.

 


Acesse gratuitamente um modelo de protocolo de troca de fraldas no ambiente escolar, acesse aqui


 

Existe um consenso na literatura que a troca de fraldas em ambientes coletivos deverá ser restrita a situações especiais: casos de diarreia, lesões da pele, presença de pus, contato com sangue e em casos de lesões nas mãos dos profissionais.

Lembrando que tão importante quanto os profissionais lavarem as mãos, os alunos deverão receber as mesmas orientações através de estratégias pedagógicas de autocuidado.

Conheça o passo-a-passo da lavagem das mãos (higiene simples com água e sabão) e fricção com antisséptico das mãos, recomendados pela Anvisa aqui

Confira um vídeo de demonstração da técnica correta de retirada das luvas de procedimento:

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Para ensinar de forma lúdica a higienização das mãos para as crianças, preparamos um vídeo com o passo-a-passo (orientado pela Anvisa) com utilização de música, confira o vídeo:

OUTRAS MEDIDAS DE SEGURANÇA

Outras medidas de prevenção de doenças

 

  • Orientar os familiares e reforçar sempre que possível que crianças doentes não deverão ser deixadas na escola, pois trata-se de um ambiente coletivo e seu afastamento durante esse período diminui a chance de transmissão de doenças para as outras crianças
  • Manter os ambientes bem arejados e iluminados
  • Instituir protocolo para higienização dos brinquedos (conforme as recomendações da Vigilância Sanitária)
  • Evitar a utilização de produtos com cheiro forte (inclusive perfumes), pois poderão desencadear ou agravar quadros alérgicos
  • Em casos de afastamento por doenças transmissível, os familiares deverão apresentar atestado médico autorizando o retorno desta criança para escola
  • Colchões e travesseiros deverão ter revestimento impermeável que facilite a limpeza e desinfecção com álcool 70% a cada turno, ou após o contato com fluídos corpóreos (retirar excesso com papel toalha, limpeza com água e sabão e desinfecção com álcool 70%)
  • Os brinquedos deverão ser de material de fácil limpeza e desinfecção, deverão ser colocados em local separado após a utilização (local exclusivo para brinquedos sujos)
  • Só poderão retornar para brincadeiras os brinquedos que forem higienizados com água e sabão com escova de uso exclusivo, deixados expostos para secar sob superfície protegida com papel toalha e então acondicionados na caixa de brinquedos limpos
  • As banheiras deverão ser higienizadas com água e sabão após cada uso, depois de secas deverá ser aplicado álcool 70% com papel toalha
  • Disponibilizar equipamentos de proteção individual para todos os colaboradores
  • Os bebedouros deverão ser lavados diariamente com água e sabão e utilizada solução para desinfecção conforme recomendação do fabricante

 


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Medidas preventivas para controle de vetores

(orientações da Vigilância Sanitária)

 

  • A escola deverá possuir controle de vetores (cuidados com ambiente para evitar o aparecimento de baratas, formigas, ratos, etc)
  • Manter lixeiras com saco plástico e tampa em todos os setores, sempre fechadas
  • Manter vedadas caixas de esgoto e ralos sifonados
  • Telar as grelhas de água pluvial
  • Recolher o lixo regularmente
  • Evitar alimentar-se fora do refeitório
  • Dar ao lixo o destino adequado
  • Evitar frestas nas paredes e tetos, azulejos soltos e quebrados, que permitam a entrada de insetos
  • Manter a área externa sempre limpa e isenta de acúmulo de lixo, entulhos e água
  • Manter a área de acondicionamento do lixo sempre limpa, com janelas teladas e manter portas fechadas
  • Fiscalizar cuidadosamente todas as mercadorias que entram no estabelecimento, pois suas embalagens podem trazer insetos e roedores escondidos
  • Proteger alimentos para impedir o acesso de moscas
  • As janelas do berçário e sala de repouso devem ter telas milimétricas à prova de insetos, instaladas de forma a permitir a fácil retirada para limpeza
  • Armazenar adequadamente os produtos alimentícios sobre estrados laváveis e distanciados da parede
  • Manter sempre um bom nível de limpeza e higiene
  • Manter contato com firma especializada em desinsetização e que possua Alvará de Autorização Sanitária vigente

 

Little Professor

Medidas gerais de segurança para escolas

 

  • Caso utilize berços na escola, verificar se atendem os requisitos de segurança
  • Cada berço deverá destinar-se para uso de uma criança por vez
  • Realizar controle de temperatura das banheiras e instituir protocolo para essa verificação
  • Não utilizar talcos no ambiente escolar, as partículas poderão ficar suspensas no ar e ser inaladas pelas crianças
  • Tomadas elétricas deverão ser protegidas com tampas adequadas para essa finalidade
  • Instalações elétricas deverão ser embutidas e com manutenção periódica
  • Supervisionar as fiações com frequência para manutenção de fios desencapados ou soltos
  • Atenção aos equipamentos ligados em tomadas, manter supervisão constante das crianças quando estiverem próximas a esses, pois além do risco de choque elétrico oferecem risco de quedas sobre a elas
  • Sempre que possível manter o mobiliário fixado na parede, com cantos arredondados e protegidos
  • Cortinas devem ser evitadas, pois acumulam poeira e podem desprender-se, se forem indispensáveis precisam ser lavadas com frequência, ou utilizadas persianas plásticas que possuem maior facilidade de limpeza
  • Sacos plásticos devem ser mantidos fora do alcance de crianças pelo risco de sufocamento
  • Quando forem utilizados murais de recados, atentar para os alfinetes, imãs, percevejos entre outros
  • Portas que separam ambientes para acesso exclusivo aos adultos devem ser trancadas
  • Chaves não devem permanecer nas portas, mas armazenados em local próprio fora do alcance de crianças

 


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  • Os pisos deverão ser impermeáveis antiderrapantes e de fácil limpeza
  • Nas áreas externas não manter equipamentos ou objetos em desuso
  • Instalações sanitárias deverão ser separadas para adultos e crianças, adaptadas para faixa etária
  • Lixeiras deverão conter tampa e acionamento por pedal
  • Ralos internos deverão possuir sistema de fechamento e externos telas milimétricas
  • Todos os brinquedos deverão possuir selo do Inmetro, constituídos de material atóxico, inquebráveis, sem pontas ou peças pequenas, de acordo com a faixa etária da criança
  • Atenção para posição segura para colocar o bebê para dormir saiba mais aqui
  • Todas as quinas devem ser arredondas ou protegidas com material apropriado
  • Seguir os protocolos de limpeza dos diferentes ambientes da escola conforme recomendações da Anvisa (poderão ser acessados aqui)

 

ENTORNO DA ESCOLA

 

Segurança no entorno da Escola

 

Não é somente dentro da escola que a preocupação com segurança deve ser estabelecida.

Para que o entorno da escola seja considerado seguro é necessário o envolvimento de toda a comunidade, que passará a cobrar dos órgãos públicos ações que tenham este objetivo

Em apoio a essa preocupação, no ano de 2007 foi publicada a Lei no. 14492/07, que estabelece a área escolar (em um raio de 100 metros), como espaço de prioridade especial do poder municipal.

É previsto nesta lei (e deve ser cobrada das autoridades competentes pela comunidade e profissionais da Escola), a fiscalização do comércio existente próximo a escola, inclusive ambulantes para coibir a venda de produtos ilícitos

Viabilizar a adequação dos espaços circunvizinhos de modo a não causar insegurança nas escolas e sua clientela providenciando quando possível:

  • Iluminação pública adequada nos acessos à instituição
  • Pavimentação de ruas e manutenção de calçadas para que fiquem em perfeitas condições de uso
  • Poda de árvores e limpeza de terrenos
  • O controle e eliminação de terrenos baldios e construções/prédios abandonados nas circunvizinhanças
  • Retirada de entulhos
  • Manutenção permanente de faixas de travessia de pedestres, semáforos e redutores de velocidade

 

Também caberá a Companhia de Engelharia e Tráfego (CET), providenciar junto aos órgãos competentes, a regulamentação das vias no entorno da escola impondo controle rígido:

  • Limite de velocidade
  • Sinalização adequada
  • Demais necessidades a serem detectadas e definidas em prévia consulta a comunidade
  • Para conhecer o integral teor desta lei clique aqui

 

Conheça a iniciativa da diretora Sônica Suzan da EM de Uberaba/MG para melhorar a segurança do entorna da escola:

Clique na foto para acessar a matéria!

 

CASE DE SEGURANCA NO ENTORNO DA ESCOLA

Fonte: Gestão Escolar, ed. 24, 2013

 

Considerações finais:

O assunto é extenso e não se esgota nesta matéria, há muitas outras intervenções importantes para aumentar a segurança no ambiente escolar, mas o primeiro passo para que se crie uma cultura de segurança e saúde na escola é trazer este tema para discussão.

Cabe a gestão escolar reconhecer a relevância do assunto e propor rodas de conversa, fóruns de discussão, reuniões, ou outras estratégias que envolvam todos os atores envolvidos com a educação.

Identificar os problemas e propor soluções de maneira coletiva, favorecerá o envolvimento de todos os envolvidos e maior integração na implantação das soluções, além de favorecer a criação de uma cultura de segurança na escola.

Buscar parcerias, apoio da gestão pública e órgão competentes também poderão fazer parte das estratégias de implantação de segurança no ambiente escolar.

E claro, é muito importante informar os familiares, seja verbalmente, por escrito, pelo site das escola ou outros meios quais são as medidas de segurança adotas, formação em primeiros socorros e prevenção de acidentes realizada pelos colaboradores, além dos protocolos adotados, essa medida certamente será um diferencial no momento de escolha da escola!

 


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SOBRE A AUTORA:

Publicado em: 16/04/2016

Revisado em: 03/05/2017

 


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REFERENCIAS:

  • THE ASSISTANT SECRETARY FOR PLANNING AND EVALUATION FOR U.S. Department of Health and Human Services
  • NATIONAL RESOURCE CENTER FOR HEALTH AND SAFETY IN CHILD CARE. A parent’s guide to Choosing Safe and Healthy Child Care. University of Colorado Health Sciences Center at Fitzsimon, and Safety in Child Care and Early Education. USA, 2015.
  • AGENCIA NACIONAL DE VIGIÂNCIA SANITÁRIA. Técnica de higienização das mãos. ANVISA, 2011.
  • MARANHÃO, D. G.; VICO, E. S. R. Um ambiente seguro e saudável na Educação Infantil. Rev Avisalá, ed. 22, 2005.
  • SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE DIADEMA. O cuidar na escola de educação infantil: Manual de orientação aos profissionais das escolas de período integral, Prefeitura do Município de Diadema, 2012.
  • INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE INDUSTRIAL- INMETRO. Segurança: selo do Inmetro será obrigatório em berços, Ministério Do Desenvolvimento, Indústria E Comércio Exterior, 2011.
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