Febre Amarela – O que a escola precisa saber?


Febre Amarela – O que a escola precisa saber?

 

A febre amarela é uma doença infecciosa febril, aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitidos por mosquitos), que possui duas formas distintas de transmissão: silvestre e urbana.

A transmissão urbana é de maior importância epidemiológica, devido a sua gravidade clínica e elevado potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas por Aedes aegypti. Sua incidência se restringe à América Central, América do Sul e África.

 

Como surgiu a febre amarela?

Estudos genéticos demonstraram que esse vírus surgiu na África, há cerca de três mil anos e chegou no Brasil  nos navios que traziam escravos para trabalhar nas minas e na lavoura, numa época em que as cidades não dispunham de saneamento básico e estavam infestadas de mosquitos.

O resultado desse encontro do vírus da febre amarela com os mosquitos urbanos trouxe trágicas consequências para a saúde da população.

 


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Qual a diferença da febre amarela urbana e silvestre?

Do ponto de vista etiológico, clínico, imunológico e fisiopatológico, a doença é a mesma nos dois ciclos (silvestre e urbano).

No ciclo silvestre da febre amarela, os primatas não humanos (macacos) são os principais hospedeiros e disseminadores do vírus, e os vetores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes na América Latina. Nesse ciclo, o homem participa como um hospedeiro acidental ao adentrar áreas de mata.

No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre a partir do vetor urbano infectado, o Aedes aegypti, o mesmo da Dengue, Chikungunya e a Zika. A febre amarela não é transmitida de pessoa para pessoa. Veja figura abaixo:

Fonte: Ministério da Saúde

 

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O que o vírus da febre amarela pode causar?

Segundo Nota Técnica publicada pela Sociedade de Pediatria de São Paulo, o vírus da febre amarela tem como características o viscerotropismo, que é capacidade de infectar e lesar o fígado, baço, rins e o coração e o neurotropismo, que é a capacidade de infectar e lesar o parênquima cerebral e causar encefalite.

 

Como é transmitida a febre amarela para o homem?

O vírus da febre amarela é transmitido para o homem através da picada do mosquito (espécies Aedes ou Haemagogus) que esteja infectado.

Após ser introduzido no homem pela picada, o vírus inicia sua replicação nas células da pele, espalhando-se pelos canais linfáticos aos linfonodos e daí para os órgãos do corpo através da circulação do sangue.

Os mosquitos adquirem o vírus ao picar primatas humanos (macacos) e não humanos infectados, durante a fase virêmica (esta fase dura em média 3 a 6 dias, tendo seu início imediatamente antes dos primeiros sintomas e persistindo por aproximadamente 5 dias).

 


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Quando o Brasil conseguiu controlar a febre amarela?

Na população humana, o aparecimento de casos é geralmente precedido em primatas não humanos.

No Brasil, a partir da erradicação da forma urbana em 1942, só há ocorrência de casos de febre amarela silvestre  e os focos endêmicos até 1999 estavam situados nos estados das regiões Norte, Centro-Oeste e área pré-amazônica do Maranhão, além de registros esporádicos na parte Oeste de Minas Gerais.

Há muita dificuldade em controlar a proliferação dos mosquitos que transmitem a doença nas zonas urbanas, e é impossível erradicar com os vetores silvestres da febre amarela, pois fazem parte do ambiente natural em que vivem.

A estratégia, então, é impedir que o vírus transmitido por esses vetores acesse as zonas urbanas, vacinando a população que vive em áreas endêmicas.

 

Como estão os casos de febre amarela em 2017?

Este ano o Ministério da Saúde já admitiu um surto de febre amarela no Brasil. Os Estados do Espírito Santo, Minas gerais e São Paulo foram acometidos com casos confirmados e até mortes.

Em São Paulo, algumas cidades estão em alerta para a febre amarela, como Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, devido tanto à morte de macacos, que costumam anteceder esse tipo de surto, quanto aos óbitos confirmados pela doença.

O último surto de febre amarela no Brasil ocorreu entre 2008 e 2009, quando 51 casos foram confirmados.

Na tabela abaixo está a distribuição dos casos de febre amarela notificados à SVS/MS até 12 de Abril de 2017, às 13h, com início dos sintomas a partir de 01 dezembro de 2016, por UF do Local Provável de Infecção (LPI) e classificação segundo Nota Técnica publicada pela Sociedade de Pediatria de São Paulo:

 

O que pode ter causado o surto de febre amarela no Brasil neste ano de 2017?

Em entrevista para Fiocruz, a professora-pesquisadora da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), Gladys Miyashiro responde essa pergunta:

É complexo falar porque está acontecendo o surto e são necessários estudos aprofundados sobre o tema, mas, de fato, ao longo dos últimos anos, a área endêmica para transmissão da febre amarela silvestre, que era restrita à região amazônica, está crescendo, com reemergência do vírus na região extra-amazônica, a partir de 2014, com casos nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste. O atual surto está acontecendo em regiões onde os fragmentos florestais são muito pequenos (MG, SP, GO, DF, ES, BA, TO) e pode ter relação com o desequilíbrio ecológico produzido por desmatamento, aumento da fronteira agrícola, que diminui áreas de floresta, aumento da urbanização por meio de grandes empreendimentos que degradam essas áreas, desastres ambientais, entre outros fatores.

Confira a entrevista completa aqui

 


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Quais são os sinais e sintomas da febre amarela?

Os sintomas da febre amarela são muito variáveis. Podem ser leves a ponto de serem confundidos com os de uma virose simples e regredir espontaneamente, ou podem evoluir para complicações graves e até a morte.

Os sintomas são:

  • Febre com calafrios,
  • Dores musculares em todo o corpo, principalmente nas costas,
  • Dor de cabeça,
  • Perda de apetite,
  • Náuseas e vômito,
  • Mal estar,
  • Diarreia,
  • Cansaço e fraqueza.

Nesta fase aguda da doença, os sintomas costumam durar entre três e quatro dias e desaparecem sozinhos.

Entretanto, uma pequena porcentagem de pessoas pode desenvolver sintomas mais graves dentro de 24 horas após a recuperação dos sintomas mais simples.

Nesta fase chamada de tóxica, o vírus pode atingir diversos órgãos e sistemas, principalmente o fígado e os rins. Os sintomas dessa fase são:

  • Retorno da febre alta,
  • Icterícia (pele e olhos amarelados, daí o nome febre amarela), hepatite e até coma hepático devido ao dano que o vírus causa no fígado,
  • Urina escura,
  • Problemas cardíacos e pulmonares,
  • Anúria (ausência de urina),
  • Dores abdominais,
  • Sangramentos na boca, nariz, olhos ou estômago,
  • Convulsões e delírios.

Dependendo da evolução da doença e dos danos causados no organismo, esta fase da febre amarela pode levar à morte no intervalo entre sete e dez dias. Sendo assim, pessoas que são diagnosticadas com febre amarela devem estar atentas ao aparecimento dos sintomas iniciais e observar se os sintomas mais graves se manifestam.

 

Qual o período de incubação do vírus da febre amarela?

O período de incubação no homem varia de três à seis dias, podendo se estender até quinze dias.

A viremia (presença do vírus no sangue) humana dura no máximo sete dias e vai de 24-48 horas antes do aparecimento dos sintomas até três à cinco dias após o início da doença, e é durante esse período que o homem pode infectar os mosquitos transmissores.

Nos casos que evoluem para a cura, a infecção confere imunidade duradoura.

Segundo o pediatra Dr. Paulo Falanghe: febre com duração maior de 48 hs em bom estado geral ou mesmo febre a qualquer tempo com alteração do estado geral é motivo mais que suficiente para fazer avaliação médica.

 

 

Como é feito o diagnóstico da febre amarela?

O diagnóstico da febre amarela é feito de acordo com os seguintes critérios:

  • Sintomas apresentados
  • Se já foi vacinado (há quanto tempo)
  • Se houve casos próximos.
  • Se visitou ou reside em áreas endêmicas.
  • Se houve exposição a mosquitos possivelmente infectados.

Caso o médico suspeite de febre amarela, existe um exame de sangue que pode detectar a presença do vírus ou de anticorpos que confirme a sua infecção. Se o resultado dos testes for positivo, a única forma de impedir que o vírus se espalhe é vacinar a população que vive ou esteve nas áreas de risco.

A febre amarela é uma doença de notificação compulsória no mundo (comunicação obrigatória às autoridades sanitárias). O objetivo é manter as autoridades sanitárias informadas, a fim de que tomem as medidas preventivas necessárias.

 

 

Como é o tratamento da febre amarela?

Não há um tratamento/medicamento específico para a febre amarela. A pessoa acometida deve manter repouso em ambiente preferencialmente hospitalar para evitar que ocorram maiores complicações.

O tratamento é de suporte, isto é, manter a hidratação corporal, administrar medicações que mantenham a pressão arterial equilibrada, realizar a correção dos desequilíbrios metabólicos e aliviar os sintomas.

Igualmente nos casos de dengue, o uso de remédios que contenham ácido acetilsalicílico (AAS) é contraindicado, pois aumentam o risco de sangramentos, também não deverá utilizar anti-inflamatórios.

Nos casos mais graves, o paciente pode necessitar de diálise e transfusões de sangue.

 

Prevenção da febre amarela: vacinação

 

Como a febre amarela não se transmite entre pessoas, sendo transmitida apenas pela picada do mosquito, a única medida de prevenção para a febre amarela é através da vacinação.

A vacinação é considerada pela Organização Mundial da Saúde a forma mais importante de prevenir a febre amarela. É necessário que no mínimo 80% da população seja imunizada contra um vírus para prevenir a doença.

  • Esquema de aplicação da vacina: uma dose da vacina contra a febre amarela, está orientação está de acordo com a Organização Mundial de Saúde.
  • Idade mínima: para receber é vacina é 9 meses.
  • População alvo: crianças a partir de 9 meses de idade até adultos com 59 anos de idade.
  • Pessoas com 60 anos de idade ou mais: só devem receber a vacina se residirem ou forem se deslocar para áreas com transmissão ativa de febre amarela
  • Gestantes (em qualquer idade gestacional) e mulheres amamentando: só devem ser vacinadas se residirem em local próximo ao que ocorreu a confirmação de circulação do vírus.
  • Obs.: para as mulheres que amamentam e precisem ser vacinadas, recomenda-se suspender o aleitamento materno por 10 dias após a vacinação.

De acordo com as novas recomendações, as pessoas que já receberem uma dose da vacina anteriormente são consideradas vacinadas, não havendo necessidade de novas doses de vacina

A recomendação é que, as pessoas que residem ou viajam para regiões silvestres, rurais ou de mata, que são áreas com recomendação da vacina contra febre amarela (confira aqui as regiões recomendadas para vacinação), a vacinação contra a doença.

Para os viajantes que se deslocam para as áreas recomendadas a vacinação deverá ocorrer 10 dias antes da viagem.

Os meses de dezembro a maio são o período de maior número de casos com transmissão considerada possível em grande parte do Brasil.

A vacina contra a febre amarela é ofertada no Calendário Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e é enviada, mensalmente, para todo o país. Em 2016, foram repassados aos estados mais de 16 milhões de doses, sendo mais de 3 milhões para o estado de Minas Gerais. Todos os estados estão abastecidos com a vacina e o país tem estoque suficiente para atender toda a população nas situações recomendadas. O estado de Minas Gerais conta com 250 mil doses em estoque.

 


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Quais vacinas não devem ser tomadas junto com a vacina da febre amarela?

Para evitar interferência na proteção oferecida pelas vacinas, a vacina para febre amarela não deve ser administrada ao mesmo tempo que:

Vacina tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba), e tetra viral (contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela) em crianças menores de 2 anos de idade.

Para crianças que não receberam a vacina para febre amarela nem a tríplice viral ou tetra viral, a orientação é que recebam a dose da vacina de Febre Amarela e agendem a vacina tríplice viral ou tetra viral para pelo menos 30 dias depois.

As demais vacinas do calendário podem ser administradas no mesmo dia que a vacina de febre amarela.

 

Quando a vacina da febre amarela está contraindicada?

  • Pessoas com doença febril aguda, cujo estado de saúde geral está comprometido.
  • Pessoas com histórico de hipersensibilidade a ovos de galinha e/ou seus derivados.
  • Mulheres grávidas, exceto em uma emergência epidemiológica e situações em que há recomendação expressa de autoridades de saúde.
  • Pessoas severamente imunodeprimidas por doenças (por exemplo, câncer, aids etc.) ou medicamentos.
  • Crianças com menos de 6 meses de idade (consulte a bula do laboratório da vacina).
  • Pessoas de qualquer idade com uma doença relacionada ao timo.

 

 

Que reações poderão ocorrer após a vacinação contra a febre amarela?

As reações são raras, mas quando ocorrem, necessitam ser avaliadas pelo médico.

  • Reações muito comuns: dor de cabeça, reações no local de aplicação como dor, vermelhidão, hematomas, inchaços que podem ocorrer em até 2 dias da vacina;
  • Reações comuns: náusea, diarreia, vômito, dor muscular, febre e cansaço, que podem ocorrer após o terceiro dia de vacina
  • Reações incomuns (menos de 0,1% dos pacientes): problemas neurológicos, como infecção no sistema nervoso, que ocorrem de 7 a 21 dias depois da aplicação da vacina;
  • Reações raríssimas (poucos casos descritos no mundo): dor abdominal e dor nas articulações, icterícia (amarelão), falta de ar, urina escura, sangramentos, perda de função do rim, que podem ocorrer em até 10 dias após a aplicação da primeira dose da vacina.

Bebês com menos de seis meses não devem ser vacinados, pois são mais vulneráveis a possíveis complicações da vacina, entre elas, a encefalite viral

Como prevenir a febre amarela?
Erradicar o mosquito transmissor da febre amarela é impossível, mas combater o mosquito Aedes aegypti nas cidades é uma medida de extrema importância para evitar surtos da doença nas áreas urbanas. Por isso, ninguém pode descuidar das normas básicas de prevenção. São elas:

  • Eliminar os focos de água parada que possam servir de criadouro para os mosquitos,
  • Usar repelentes de insetos no corpo e nas roupas para evitar as picadas.
  • Usar, sempre que possível calças e camisas que cubram a maior parte do corpo e mosqueteiros ao redor das camas, quando estiver em áreas de risco para a transmissão silvestre da doença;
  • Aplicar repelente com regularidade. Lembrar de passá-lo também na nuca e nas orelhas. É importante repetir a aplicação a cada quatro horas, ou a cada duas horas se a pessoa tiver transpirado muito;
  • Reaplicar o repelente toda a vez que molhar o corpo ou entrar na água;
  • Consultar um médico ou os núcleos de atendimento ao viajante para informar-se sobre a necessidade de tomar a vacina antes de viajar. Alguns países exigem um Certificado Internacional de Vacinação atualizado.

Você poderá gostar do infográfico sobre os tipos de repelentes disponíveis no Brasil, suas indicações e contraindicações para crianças, acesse aqui


Segundo a Sociedade Brasileira de Infectologia, devemos seguir os seguintes passos com as crianças:

  1. Não usar repelentes em crianças com menos de 2 meses de idade.
  2. Vestir as crianças com roupas que cubram braços e pernas.
  3. Cobrir berços e carrinhos com mosquiteiros impregnados com permetrina.
  4. Não aplicar repelente nas mãos das crianças.
  5. As roupas podem ser impregnadas com permetrina.
  6. Não utilizar produtos com permetrina diretamente na pele.

No Brasil, a ANVISA (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária), só recomenda o uso de repelentes em crianças maiores de 2 anos. Internacionalmente, recomenda-se o uso a partir de 2 meses, exceto o eucalipto limão que só deve ser usado a partir de 3 anos.


Acesse a matéria completa sobre prevenção da Dengue com recomendações para prevenir o mosquito Aedes aegypti, acesse aqui


 

O que a escola pode fazer para contribuir com a prevenção da febre amarela?

 

É de fundamental importância o papel da escola no combate ao mosquito transmissor, através da informação ocorre a sensibilização das crianças para o problema, e assim, os pequenos partem como multiplicadores de informações para suas famílias e comunidade em que estão inseridos.

Para que ocorra essa sensibilização e compreensão do problema pelas crianças, a escola poderá utilizar vários recursos, como por exemplo, dramatização com teatro de fantoches, confecções de cartilhas com os alunos, explicando sobre o mosquito, as doenças, sintomas e o tratamento. O professor também pode incentivar os alunos a realizarem a busca ativa por focos de acúmulo de água na própria escola.

Com  a erradicação total do mosquito é praticamente impossível, a educação para todos com objetivo de evitar a proliferação, ainda é a melhor arma contra o Aedes aegypi.

Confira o depoimento do Dr. Drauzio Varella (que quase morreu de febre amarela), e explicações adicionais sobre a doença (esse vídeo poderá ser utilizado para sensibilizar o tema na escola)

 

  • Sempre orientar os pais quanto à importância da atualização da carteira de vacinação.
  • Manter o ambiente escolar limpo, sem acúmulos de água e objetos e lugares que possam favorecer esse acúmulo.
  • Em caso de suspeita, alertar os pais para que estes encaminhem a criança para a avaliação médica urgentemente.
  • É também aconselhado não tomar nenhum medicamento na escola e em casa, pois podem conter substâncias que piorem os sintomas da doença,
  • Orientar os pais para que comuniquem a escola no caso de confirmação do diagnóstico.
  • Fazer a notificação compulsória na Vigilância Epidemiológica em horário comercial durante a semana e nos finais de semana e feriados e a partir de 18 horas ao Plantão da Epidemiologia.
  • Além dos itens já citados acima, a escola é responsável por educar seus alunos com relação à erradicação total do mosquito Aedes aegypti. Muitas ações educativas podem ser realizadas de maneira lúdica, como por exemplo, teatros, jogos, confecção de maquetes e também utilizar da tecnologia para fazer pesquisas sobre a história da doença, dados atuais, etc.

 

ATENÇÃO!

A notificação compulsória é obrigatória a todos os profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, odontólogos, médicos veterinários, biólogos, biomédicos, farmacêuticos e outros no exercício da profissão, bem como os responsáveis por organizações e estabelecimentos públicos e particulares de saúde e de ensino.

 

Repelentes tópicos, o que o professor precisa saber:

Repelentes tópicos podem ser sintéticos ou naturais. Eles atuam formando uma camada de vapor com odor repulsivo aos insetos sobre a pele.

Segundo estudos sobre esses produtos, algumas características apontam para o “repelente ideal”, são elas:

  1. Repelir muitas espécies simultaneamente
  2. Ser eficaz por pelo menos oito horas
  3. Ser atóxico
  4. Ter pouco cheiro
  5. Ser resistente à abrasão e à água
  6. Cosmeticamente favorável
  7. Economicamente viável

 


Faça download gratuito do infográfico com os tipos de repelentes e suas recomendações de acordo com a faixa etária, clique aqui


É preciso compreender que um mesmo repelente não terá a mesma ação em pessoas diferentes, pois sua eficácia poderá ser alterada por substâncias exaladas pela própria pele, fragrâncias florais, umidade e um clima quente.

Segunda a Organização Mundial de Saúde (OMS) os princípios ativos de repelentes recomendados são:

  • Icaridina (KB3023): uso permitido no Brasil em crianças a partir de 2 anos de idade em concentração de 25% cujo período de proteção chega a 8 a 10 horas.
  • DEET: Em concentração de até 10% pode ser utilizado em maiores de 2 anos, sendo que não deve ser aplicado mais que 3 vezes ao dia em crianças de 2 a 12 anos.
  • IR 3535 30%: permitido pela Anvisa para crianças acima de 6 meses. Seu período de proteção conferido é de 4hs.

 


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Sobre as autoras:

AUTORA LETICIA A MAIRA

Publicado em: 22/04/2017

Revisado em: 22/04/2017

 


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REFERÊNCIAS:

  • FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ – FIOCRUZ. Febre amarela: sintomas, transmissão e prevenção, FIOCRUZ, 2014.
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Febre amarela. PORTAL DA SAÚDE DO MS, 2017.
  • CENTRO DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE PARA VIAJANTES. Febre amarela. CIVES, 2017.
  • DRAUZIO VARELLA. Febre amarela publicação revisada e atualizada. DOENÇAS E SINTOMAS, 2017.
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE DE MINAS GERAIS. Febre Amarela. SAÚDE MG.MS, 2017.
  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA. Informativo de Infectologia. Febre Amarela: Informativo para a população, São Paulo 2017.
  • ANTONIUK, S.A. et al. Meningite bacteriana aguda na infância: fatores de risco para complicações agudas e sequelas. Jornal de Pediatria (Rio de Janeiro), 87(6): 535-40 2011.
  • SOCIEDADE DE PEDIATRIA DE SÃO PAULO. Nota Técnica: atualização das condutas em febre amarela, SPSP, 2017.
  • ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE OPAS. Alerta epidemiológico sobre febre amarela no Brasil e Bolívia. OPAS/MS, 2017.
  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Alerta sobre vacinação contra febre amarela em crianças de áreas endêmicas, SBP, 2017.
  • FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. O atual surto de febre amarela pode ter relação com o desequilíbrio ecológico produzido pelo desmatamento, aumento da fronteira agrícola e desastres ambientais. FIOCRUZ, 2017.

 

 

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