Neste post, você verá: 

 

  • O aumento no número de casos de microcefalia
  • As recomendações da Organização Mundial de Saúde sobre microcefalia 
  • A importância da estimulação 
  • Veja a lista com as 16 recomendações para estimulação de crianças com microcefalia

 

O aumento no número de casos de microcefalia

 

Em outubro de 2015 o governo brasileiro iniciou investigações conjuntas com o estado de Pernambuco, depois de observar o número crescente de casos de microcefalia, especialmente nesse estado, após a confirmação da alteração no padrão de casos de microcefalia.

Em novembro, após a confirmação da presença de zika vírus no líquido amniótico de mulheres grávidas no estado da Paraíba, pela Fiocruz, a associação da infecção por zika vírus com a microcefalia foi confirmada.

Em fevereiro de 2016 a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou que a associação de microcefalia e outros distúrbios neurológicos relatados no Brasil é uma emergência de saúde pública de importância internacional. Vários países relataram um aumento da incidência de casos de microcefalia.

 

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As recomendações da Organização Mundial de Saúde sobre microcefalia

 

Para a OMS, os profissionais de saúde devem trabalhar em conjunto com colegas de outros setores, como serviço social e educação, para responder adequadamente às demandas de saúde mental e psicossocial.

Os pais e cuidadores de crianças com microcefalia, mesmo que não apresentem complicações neurológicas, devem ser orientados sobre a importância do brincar e de atividades de comunicação para a promoção do desenvolvimento delas. Os pais e cuidadores devem ser envolvidos nesse processo o máximo possível.

A recomendação da OMS para as crianças com microcefalia e complicações neurológicas é promover o desenvolvimento delas. Todas as crianças, inclusive aquelas com atrasos no desenvolvimento e complicações neurológicas, podem aprender e desenvolver habilidades. Os pais, cuidadores e professores podem auxiliar o desenvolvimento das crianças através do envolvimento em atividades cotidianas e no brincar.

 

A importância da estimulação

 

O período mais rico no desenvolvimento do Sistema Nervoso (SN) é o primeiro ano da vida, por causa das grandes alterações das estruturas e do aumento das redes de comunicação entre os neurônios. É um período de muitas novidades e aprendizagem.

Todos nós temos a capacidade individual para aprender novas opções de movimento, controlar o tal movimento em atividades funcionais e readquirir a função motora após a lesão, que é regulada pelo potencial existente e pelo ambiente criado para isso.

Muitas mães decidem voltar ao trabalho e optam por deixar seus filhos na creche, por isso é importante que tanto a família quanto a escola estejam preparadas para receber os bebês com microcefalia e propiciar os estímulos que ele necessita.

Os profissionais de saúde que atuam em equipes multidisciplinares, como fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais, podem orientar as creches e escolas, compartilhando conhecimento e fornecendo ferramentas que:

  • Possibilitem que os cuidadores e professores promovam os estímulos necessários para auxiliar o desenvolvimento das crianças
  • Facilitem o trabalho de quem atua na escola

 

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Veja a lista com as 16 recomendações para estimulação de crianças com microcefalia: 

 

  1. Mantenha a criança bem alinhada no bebê conforto ou carrinho, se necessário use rolinhos de toalha ou almofadinhas
  2. Carregue o bebê de barriga para baixo, apoiando uma das mãos sob a barriga e a outra entre as pernas
  3. Durante as trocas de fraldas converse com o bebê, alongue as perninhas e movimente os quadris dele, rolando de um lado para outro
  4. Mantenha o bebê de barriga para baixo utilizando um rolinho de toalha sob o peito, desta forma será mais fácil para manter a postura. Aproveite este tempo para interagir com o bebê
  5. Sente a criança, usando apoio, se necessário
  6. Olhe para o rosto da criança, enquanto conversa com ela
  7. Chame a criança pelo nome e observe se ela responde
  8. Faça gestos associados a palavras, como “tchau”
  9. Cante músicas infantis, fazendo gestos
  10. Fale o nome das coisas para a criança, dentro do contexto
  11. Sempre que possível utilize acessórios coloridos como tiaras e óculos coloridos para que a criança mantenha a atenção no rosto do cuidador
  12. Faça brinquedos com contraste (preto e branco ou preto e amarelo) e utilize os perto do rosto da criança para que ela consiga enxergar com mais nitidez
  13. Utilize texturas diferentes como algodão, esponja e toalhas nos pés e nas mãos para oferecer estímulos sensoriais
  14. Utilize brinquedos que emitam sons e luzes
  15. Ofereça brinquedos que sejam fáceis de pegar com as mãos e estimule o bebê a explorá-los (bater em uma mesa, chacoalhar, jogar)
  16. Faça massagens e diga o nome da parte do corpo que está massageando

 

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Ana Elise Garcia Lopes Chaves Rosati

Graduada em Fonoaudiologia pela Universidade Federal de São Paulo

Janaina Yoko Nascimento

Graduada em Terapia Ocupacional pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Silvia Ferraresi

Graduada em pedagogia pela faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, Graduada em Fisioterapia pela Universidade de Mogi das Cruzes

 


 

Publicação: 06/08/2016

Atualização: 18/06/2019


Referências: 

 

  • NUNES ML, CARLINI CR, MARINOWIC D, NETO FK, FIORI HH, SCOTTA MC, et al. Microcefalia e vírus Zika: uma análise clínica e epidemiológica do surto atual no Brasil. J Pediatr (Rio J). 2016; 92: 230-40.
  • OLIVEIRA CS, da Costa Vasconcelos PF. Microcephaly and Zika virus. J Pediatr (Rio J). 2016;92:103-5.
  • Organização Mundial de Saúde . Apoio psicossocial para as mulheres grávidas e para as famílias com microcefalia e outras complicações neurológicas no contexto das orientações provisórias vírus Zika para os prestadores de cuidados de saúde. Organização Mundial de Saúde , de Fevereiro de 2016.
  • CONSELHO REGIONAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL. Parecer sobre estimulação precoce e microcefalia. [internet], disponível em: http://www.crefito3.org.br/dsn/pdfs/parecermicrocefalia.pdf Acesso em 05/08/2016.