Neste post, você verá:

 

  • O que é convulsão?
  • O que pode causar convulsão?
  • Mitos e verdades sobre convulsão 
  • A língua pode enrolar?
  • A saliva de uma pessoa que apresenta convulsão é contagiosa?
  • Convulsão é a mesma coisa que epilepsia?
  • Após a convulsão a vítima poderá apresentar perda de urina na roupa?
  • Os movimentos apresentados durante a convulsão devem ser impedidos?
  • A vítima não poderá ser transportada durante a crise?
  • O que fazer em caso de convulsão no ambiente escolar? 
  • Recomendações:
  • O que não deve ser feito durante a convulsão:

 

 

O que é convulsão?

 

 

A convulsão, ou crise convulsiva, caracteriza-se pela ocorrência de uma série de contrações rápidas e involuntárias dos músculos, ocasionando movimentos desordenados, geralmente acompanhada de perda da consciência.

Atenção: Os bebês muitas vezes não apresentam convulsões típicas como as crianças maiores, podendo manifestar apenas tremores muito finos de um braço ou de uma perna, piscar persistente de olhos ou movimentos repetidos de sucção. Por esse motivo a convulsão poderá passar despercebida se não houver perspicácia na busca e observação desses sinais.

Conheça a manifestação de convulsão em um bebê com tremores finos aqui. 

 

 

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O que pode causar convulsão?

 

 

 

MITO OU VERDADE

 

 

Acesse nossos materiais gratuitamente:

Vídeo sobre a febre e convulsão febril na escola

Vídeo sobre o atendimento a uma crise convulsiva

 

 

Mitos e verdades sobre convulsão 

 

 

A língua pode enrolar?

 

 

Mito: A língua é um músculo e está fixada na cavidade oral pelo “frênulo da língua” ou freio da língua como é conhecido popularmente.

Por este motivo conseguimos apenas levar a língua ao começo da garganta, O que ocorre na convulsão é um relaxamento da língua que acaba obstruindo a passagem do ar. Por isso é tão importante colocar a pessoa que apresenta uma convulsão na posição lateral (virá-la de lado), assim a língua não irá obstruir a passagem de ar.

 

 

A saliva de uma pessoa que apresenta convulsão é contagiosa?

 

 

Mito: Essa é uma crendice popular sem fundamento científico. A produção de saliva durante a convulsão poderá obstruir a passagem do ar, por isso é importante manter a vítima na posição lateral, assim tanto a língua quanto a saliva não causarão obstrução à passagem do ar.

 

 

Convulsão é a mesma coisa que epilepsia?

 

 

Mito: A epilepsia é um distúrbio de causa desconhecida embora alguns pessoas possam desenvolve-la após lesões cerebrais. Esse distúrbio poderá gerar manifestações clínicas como as crises epiléticas.

 

 

Após a convulsão a vítima poderá apresentar perda de urina na roupa?

 

 

Verdade: Uma das manifestações da convulsão é o relaxamento dos esfíncteres o que poderá causar a perda de urina e fezes na vítima. Por isso é importante preserva-la após a ocorrência de uma convulsão.

 

 

Os movimentos apresentados durante a convulsão devem ser impedidos?

 

 

Mito: Nunca impedir os movimentos da vítima durante a convulsão, pois as contrações musculares ocorrem de forma involuntária, ao impedir os movimentos você poderá machucar a vítima.

 

 

A vítima não poderá ser transportada durante a crise?

 

 

Verdade: Não transportar a vítima durante a crise, isso poderá dificultar o posicionamento lateral, além de favorecer outras complicações. Apenas o serviço especializado como SAMU e Bombeiros poderá transportar a vítima durante a crise.

 

 

O que fazer em caso de convulsão no ambiente escolar? 

 

 

Ao detectar uma convulsão no ambiente escolar seguir os passos abaixo:

  • Acionar o serviço móvel de emergência (192) ou solicitar para alguém que o faça.
  • Solicitar para que as pessoas se afastem (especialmente outras crianças) e pedir ajuda.
  • Apoiar a cabeça da vítima e lateralizar (virar a cabeça para o lado, isso permitirá a saída da saliva e melhora da respiração).
  • Caso as contrações estejam muito fortes e impeçam a lateralização da cabeça, virar todo o corpo da vítima.
  • Retirar objetos que possam machucar (óculos, pulseiras, relógios).
  • Afastar mobiliários que possam machucar (carteiras, mesas, cadeiras).
  • Garantir a privacidade da vítima (após um episódio de convulsão poderá ocorrer a perda de fezes e urina)
  • Toda convulsão deverá ser avaliada por um médico, é importante que o SAMU (192) encaminhe a vítima para um hospital preferencialmente.

 

 

Recomendações:

 

 

A utilização de luvas é indicada devido a possibilidade de contato com saliva, urina e fezes, por isso é importante solicitar ajuda e o kit de primeiros socorros (que deverá conter luvas).

Instituir um protocolo para atendimento da convulsão no ambiente escolar, isso possibilitará o alinhamento com toda a equipe sobre os procedimentos básicos iniciais até a chegada do SAMU (192), o que favorece a redução de complicações da vítima.

 

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O que não deve ser feito durante a convulsão: 

 

 

  • Nunca impedir os movimentos durante a convulsão, isso poderá machucar a vítima;
  • Não tentar abrir a boca, mesmo que apresente sangramento (geralmente devido ao fato de morder a língua);
  • Não colocar qualquer objeto ou tecido entre os dentes ou dentro da boca, isso poderá causar lesões na vítima e até no socorrista, basta lateralizar a cabeça e a respiração será normalizada;
  • Não tentar oferecer líquidos ou medicamentos pela boca, mesmo após a crise;
  • Não transportar a vítima durante a crise, isso poderá causar complicações.

 

 

Confira um vídeo com a simulação de um atendimento a crise convulsiva, durante entrevista realizada pela nossa equipe para o Programa Salada Brasil da TV Osasco:

 

 

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Letícia Spina Tapia

Enfermeira e Fisioterapeuta, Mestre no Ensino em Ciências da Saúde e Coordenadora Nacional do Programa Escola Segura.

 

 

Sobre nós

 

Publicado em: 30/11/2015

Revisado em: 04/12/2021

 

 

REFERÊNCIAS

 

 

  • SMELTZER, S.C.; BARE, B.G. Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 10. ed. v.4. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2010.
  • COORDENAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO DE PROGRAMAS E POLÍTICAS DE SAÚDE – CODEPPS, Manual de prevenção de acidentes e primeiros socorros nas escolas, 2007.
  • SECRETÁRIA DA EDUCAÇÃO BÁSICA, Programa de Formação de Professores de Educação Infantil, Livro de Estudo Módulo III, Brasília: MEC, 2006.
  • PREFEITURA MUNICIPAL DE LONDRINA. Protocolo Clínico de Saúde da Criança, Autarquia Municipal de Saúde, 1. ed., 70 p. 2006.
  • VARELLA, D. Doenças e Sintomas: Convulsão. 2012.