Neste post, você verá: 

 

  • O que é a doença mão-pé-boca?
  • Como ocorre a transmissão doença pé-mão-boca?
  • Sinais e sintomas da doença pé-mão-boca: 
  • Diagnóstico da doença pé-mão-boca 
  • Tratamento da doença pé-mão-boca: 
  • Afastamento das crianças e funcionários na escola: 
  • Dicas importantes para o cuidado da criança com a doença pé-mão-boca:  
  • Recomendações importantes para prevenção da doença pé-mão-boca no ambiente escolar: 

A doença mão-pé-boca é comum em bebês e crianças menores de 5 anos de idade e é caracterizada por febre, lesões na boca e erupções cutâneas (bolhas na pele). Inicia com febre, falta de apetite, mal-estar e com frequência dor de garganta. Seus surtos são registrados desde a década de 1960. É uma doença sazonal (acontece em uma determinada época) e de difícil controle.

A doença é mais comum nas crianças menores de 5 anos, então é doença de creche e pré-escola.

A doença é causada por uma classe de vírus com nome bem estranho, os COXSACKIEVIRUS, mais frequentemente o A16, mas também pode ser o A5, A7,A9,A10,B2, B5 e em outras regiões o Enterovírus 71 (EV-71)

Com um nome nada popular, muitas pessoas ainda desconhecem essa doença, e várias dúvidas surgem quando aparecem casos de crianças na escola com esse diagnóstico.

Neste artigo vamos discutir sobre a manifestação desta doença, seu tratamento, prevenção e medidas de controle no ambiente escolar.

 

O que é a doença mão-pé-boca?

 

O primeiro relato da doença mão-pé-boca foi realizado em 1958 (ROBINSON & RHODES), observado em mais de 60 pessoas que apresentaram febre associada a lesões na boca em Toronto no Canadá.

Está doença ocorre com mais frequência em pré-escolares, embora adultos e crianças de qualquer idade também possa contraí-la.

É uma infecção enteroviral (vírus presente no intestino) contagiosa, causada pelo vírus Coxsackie, pertencente à família dos enterovírus, que habitam normalmente o nosso sistema digestivo.

Esse tipo de vírus também pode causar as estomatites (aftas que aparecem na mucosa oral) e erupções nas mãos e nos pés.

Os últimos dados referentes aos registros epidemiológicos do Estado de São Paulo são de 2018.

Foram notificados 261 surtos. As regiões com maior registro de surtos foram: Sorocaba (44), São José dos Campos (34), Bauru (23) e Piracicaba (23); 93% dos casos relacionados a surtos em creches/escolas; 57% masculinos; faixa etária predominante: 1‐4 anos.

 

Como ocorre a transmissão doença mão-pé-boca? 

 

A transmissão ocorre através da via fecal-oral, ou seja, pelo contato entre as pessoas, através da saliva, e de gotículas presentes no espirro e tosse, contato com fezes ou outras secreções (inclusive o líquido das bolhas) contaminadas, ou indiretamente por alimentos ou objetos contaminados.

A maioria dos casos acontece no verão, porém alguns podem ocorrer em períodos frios, pois o vírus Coxsackie possui grande capacidade de mutação (existem vários tipos do vírus) que é capaz de se adaptar a diferentes situações.

Como a via de contágio é oral, o tempo frio é mais propício para a ocorrência de surtos da doença, já que as crianças costumam ficar mais tempo aglomeradas em um mesmo ambiente, como escolas e creches.

A taxa de contaminação da doença pode ser comparada à de doenças como difteria, caxumba e poliomielite e seus sinais e sintomas podem ser facilmente confundidos com a catapora (varicela)

O material genético do vírus está sempre mudando, é possível que uma criança que já tenha tido a doença tenha novamente ao entrar em contato com o vírus modificado. Por este motivo a produção de uma vacina é dificultada e a pessoa pode se contaminar mais de uma vez.

Mesmo após a recuperação, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro a oito semanas e pela saliva até 2 semanas.

Na realidade, a transmissão acontece desde alguns dias antes do início dos sinais e sintomas da doença. Porém o maior risco de contágio ocorre durante a primeira semana da doença.

Não existe vacina para este tipo de doença, por isso medidas de prevenção, principalmente de higiene pessoal, higiene no manuseio e preparo de alimentos e com objetos de uso comum entre as crianças são indispensáveis no controle dessa doença.

Então essa doença pode ser transmitida:

  • Se a criança aspirar ar contaminado com o vírus quando uma pessoa infectada espirrar ou tossir.
  • Tocar as fezes de uma criança contaminada (por exemplo, na troca de fralda) e levar as mãos à boca.
  • Tocar no nariz (muco), garganta (escarro), de uma pessoa com o vírus e depois tocar nos próprios olhos, nariz, boca.
  • Tocar em objetos como brinquedos, maçanetas, mobiliário entre outros contaminados com vírus.

 

Geralmente após o contato com o vírus, as crianças apresentam sinais e sintomas dentro de 3 a 6 dias.

 

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Sinais e sintomas da doença mão-pé-boca: 

 

O período de incubação do vírus é de aproximadamente 7 dias.

A princípio os sintomas são semelhantes aos de uma gripe, com coriza (nariz escorrendo), dor de garganta, falta de apetite, mal-estar e febre, podendo inicialmente ser confundida com um resfriado comum.

Sinais e sintomas que caracterizam a doença:

  • Febre (38º – 39ºC) – mas alguns casos podem ocorrer sem febre.
  • Mal-estar.
  • Falta de apetite.
  • Cefaleia (dor de cabeça).
  • Vômito.
  • Diarreia.
  • Gânglios aumentados no pescoço.
  • Desidratação (boca seca e diminuição no volume de urina, para bebês menos de 6 trocas de fralda por dia, menos lagrimas ao chorar).
  • Pequenas úlceras dolorosas dentro da boca, na língua, na parte interna das bochechas e gengivas (duram de 4 a 6 dias), semelhantes a aftas, o que pode causar inapetência (falta de apetite) e dor ao engolir.
  • Obs.: nos casos em que as lesões na boca se tornam muito dolorosas, dificultando a ingestão de alimentos e líquidos, a criança corre risco de desidratação, neste caso poderá ser necessária a administração de líquidos no hospital pela via endovenosa (na veia), e medicamentos para alívio da dor na região oral.
  • Surgem erupções de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que podem ocorrer também nas nádegas e na região genital, eventualmente podem coçar (duram de 7 a 10 dias).
  • As bolhas podem surgir também nos joelhos e cotovelos.
  • Essas erupções tendem a regredir com a regressão da febre (entre 5 e 7 dias aproximadamente), mas as bolhas na região da boca podem permanecer até 4 semanas.

 

A doença é autolimitada, ou seja, em cerca de 10 a 15 dias os sintomas desaparecem, mas as lesões causam bastante desconforto, principalmente as da boca, que muitas vezes impedem a criança de se alimentar havendo a necessidade de internação para esse suporte.

 

Manifestação cutânea da doença mão-pé-boca na mão

Fonte: Dear Crazy Kids

Manifestação cutânea nas mãos e pés e na região da boca

Fonte: Drugs

Manifestação cutânea da doença mão-pé-boca no rosto

Fonte: Dear Crazy Kids

Atenção: 

  • Esses sinais e sintomas podem aparecer nos dias que antecedem o surgimento das primeiras lesões, principalmente a febre alta.
  • Aproximadamente no 13º. dia do curso da infecção, os sintomas tendem a diminuir. 
  • Algumas pessoas podem não ter nenhum sintoma da doença, e somente sentir dor na boca ou ter uma erupção de pele.

 

Diagnóstico da doença mão-pé-boca: 

 

Na grande maioria dos casos o diagnóstico médico é feito através do exame clínico realizado na criança, baseado nos sintomas, localização e aparência das lesões, porém alguns exames, como de fezes e de sangue (sorologia), podem auxiliar no diagnóstico.

É importante estabelecer o diagnóstico diferencial com outras doenças que também provocam estomatites aftosas ou vesículas na pele. Como por exemplo, estomatite aftosa, varicela, sífilis secundária entre outras.

 

Tratamento da doença mão-pé-boca: 

 

Como citado anteriormente, o quadro clínico é autolimitado e melhora espontaneamente com as defesas do organismo, sendo o tratamento e o tratamento será direcionado para amenizar os sintomas com o auxílio de antitérmicos, medicamentos para coceira e analgésicos prescritos pelo médico.

Os medicamentos antivirais ficam reservados aos casos mais graves da doença e antibióticos não são indicados nesse caso.

Também é recomendado para o tratamento:

  • Repouso.
  • Alimentação leve como comidas pastosas (purês e mingaus), gelatinas e sorvetes são mais fáceis para engolir.
  • Aumento da ingestão de líquidos.
  • Nos casos onde as lesões na boca impedirem a alimentação/ingestão de líquidos, pode ser necessária a administração de soro no hospital.
  • Banho com farinha de aveia. 

Segundo recomendação do Dr. Flávio pediatra, o banho de aveia é uma ótima opção para o tratamento sintomático do prurido (coceira) no corpo. Além de fácil de fazer é de baixo custo.

Um estudo realizado na Universidade de Ciências Médicas do Irã, demonstrou que a aveia possui propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias e sua administração é eficaz para uma variedade de doenças inflamatórias dermatológicas, como prurido.

 

Afastamento das crianças e funcionários na escola: 

 

  • Crianças que apresentam febre devem ficar em casa durante 24 horas depois que a febre passar (ou conforme a orientação do pediatra), lembrando que a regressão da febre é considerada em crianças que não tomaram remédio para essa baixar a febre neste período.
  • Também devem ficar em casa as crianças que não estejam se sentindo bem o suficiente para participar de atividades.
  • A gestão escolar poderá decidir junto com os pais o afastamento da criança das atividades escolares, se o cuidado desta criança comprometer o cuidado de outras da mesma turma (alimentar essa criança com feridas na região da boca poderá ser um cuidado difícil de gerenciar na unidade escolar), pois as feridas tendem a desaparecer somente depois de 7 dias.
  • Adultos com febre ou que não se sintam bem o suficiente para prestar cuidados ou realizar atividades educativas também devem ficar em casa.
  • Crianças que apresentam bolhas abertas não devem comparecer a escola (pois como mencionado anteriormente), geralmente levam 7 dias para que essas bolhas sequem).

 

Atenção: 

O afastamento da criança da escola não reduzirá a propagação da doença mão-pé-boca, porque as crianças podem espalhar o vírus mesmo que não tenham sintomas e o vírus pode estar presente nas fezes por semanas após os sintomas terem desaparecido.

O Pediatra poderá orientar os familiares sobre o momento do retorno na unidade escolar.

 

Dicas importantes para o cuidado da criança com a doença mão-pé-boca: 

 

  • Evitar alimentos ácidos, temperados e quentes, devido às lesões na boca.
  • Prefira oferecer para a criança alimentos pastosos como purês e mingaus, pois são mais fáceis de engolir.
  • Bebidas frias, como sucos, água e chá, são importantes para manter boa hidratação, e nesta temperatura podem ser mais facilmente ingeridos (devido às lesões na boca).
  • Nunca romper as bolhas das lesões.
  • A criança não deve comparecer na escola ou outros lugares com aglomeração infantil durante a doença para evitar a contaminação de outras crianças.
  • Evitar (neste período) beijos, abraços e compartilhamento de copos, brinquedos ou outros objetos com crianças que apresentam o vírus.
  • Sempre lavar as mãos das crianças após a troca de fraldas, uso do banheiro e antes  das refeições.
  • Manter as unhas das crianças curtas.
  • Os pais devem lavar as mãos após a troca de fraldas e higienizar a superfície de troca com água e sabão para evitar que o vírus se espalhe para outras superfícies.
  • Limpar os brinquedos que as crianças utilizam com água e sabão, deixar secar espontaneamente.
  • Caso a criança divida o quarto com irmãos, separá-la deste ambiente durante o tratamento.
  • Intensificar a higienização das superfícies onde as crianças tocam, isso ajudará a evitar a transmissão do vírus para os irmãos e outras pessoas na casa.

 

Recomendações importantes para prevenção da doença mão-pé-boca no ambiente escolar:  

 

Para evitar a transmissão é de extrema importância medidas de higiene, como:

  • Manter as unhas das crianças sempre curtas (orientar os pais quando necessário).
  • Evitar compartilhamento de brinquedos (dentro do possível).
  • Ensinar as crianças a cobrir a boca e nariz quando espirrar e tossir e usar papel (se possível), e se não estiver disponível utilizar a manga da blusa para cobrir essa região.
  • Ensinar as crianças a lavarem as mãos  após tossir/espirrar, utilizar o banheiro e antes das refeições.

 

Quando as mãos devem ser higienizadas na unidade escolar?

  • Ao chegar ao trabalho.
  • Antes de preparar os alimentos.
  • Antes de alimentar as crianças.
  • Antes das refeições.
  • Antes e após cuidar das crianças (troca de fralda, limpeza nasal, etc.).
  • Após tocar em objetos sujos.
  • Antes e após o uso do banheiro.
  • Após a limpeza de um local.
  • Após remover lixo e outros resíduos.
  • Após tossir, espirrar e/ou limpar o nariz.
  • Antes e após cuidar de ferimentos.
  • Antes de administrar medicamentos.
  • Após o uso dos espaços coletivos.

 

Sempre devemos ensinar as crianças a lavar as mãos e limpar as unhas:

  • Antes das refeições.
  • Após o uso do sanitário.
  • Após brincar com areia, terra, na horta, com tinta ou em outras situações em que as mãos possam estar sujas.
  • Após espirrar ou tossir.

 

Higienização diária de brinquedos coletivos:

  • Após utilizados colocar em um recipiente com água e sabão por 10 minuto
  • Depois colocar em outro recipiente apenas com água por 10 minutos
  • Deixar secar espontaneamente sobre uma superfície forrada com papel
  • Após o brinquedo secar borrifar com álcool 70%
  • Só retornar à utilização após evaporação completa do álcool.

 

Outros cuidados para prevenção ou controle da doença mão-pé-boca no ambiente escolar:

  • Crianças do berçário devem ter suas mãos lavadas por um adulto, o que poderá ocorrer no momento da troca de fraldas (assim elas poderão associar desde muito cedo que é preciso lavar as mãos após fazer xixi o cocô). Outro momento é antes de oferecer os alimentos.
  • Orientar as crianças sobre o uso correto do álcool gel para evitar acidentes (ingestão acidental, uso inadequado).
  • É importante que existam pias nos diferentes ambientes, de forma a facilitar o seu acesso e higienização das mãos.
  • A limpeza do banheiro para adultos e crianças deve ser frequente, inclusive as maçanetas das portas, torneiras e dispensadores de sabão e álcool.
  • Realizar uma boa higienização em frutas, legumes e verduras.
  • Manter os alimentos sempre cobertos com panos limpos e/ou tampados.
  • Se possível manter as janelas abertas para melhor circulação do ar e evitar ar condicionado. Em regiões muito quentes, onde o uso de ar condicionado em algumas salas for indispensável, providenciar seu desligamento a cada 2 horas e manter as janelas abertas por uma hora antes de religa-lo.
  • Manter limpos os componentes do sistema de climatização para evitar a difusão e multiplicação de agentes nocivos à saúde conforme Portaria Nº 3.523/1998.
  • Os talheres, pratos e copos, quando não descartáveis, devem ser utilizados individualmente, não podendo servir a mais de um usuário antes de serem higienizados adequadamente.
  • Solicite aos pais garrafinhas de água para uso individual das crianças, e sua higienização diária deverá ser realizada (ensine a criança a não compartilhar sua garrafinha de água).
  • Os bebedouros deverão ser lavados diariamente com água e sabão e utilizada solução para desinfecção conforme recomendação do fabricante.
  • Higienização dos brinquedos, de acordo com as recomendações da ANVISA. Os brinquedos deverão ser de material de fácil limpeza e desinfecção, deverão ser colocados em local separado após a utilização (local exclusivo para brinquedos sujos). Só poderão retornar para brincadeiras os brinquedos que forem higienizados com água e sabão com escova de uso exclusivo, deixados expostos para secar sob superfície protegida com papel toalha e então acondicionados na caixa de brinquedos limpos. 

 

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  • Evitar compartilhamento de objetos de uso pessoal como toalhas, pentes, talheres, copos e outros.
  • Na unidade escolar, envie diariamente as roupas – toalha e lençol – para os pais e solicite a substituição por roupas limpas sempre que possível (evite armazenar as roupas na escola durante este período). Se não for possível enviar as roupas diariamente para os pais, armazene em caixa tampada individual para cada aluno e proceda a higienização regular dessas caixas com água e sabão e álcool 70%.
  • Intensificar a limpeza dos ambientes escolares, principalmente de maçanetas, alças dos armários, torneiras, porta-papel, brinquedos, trocadores, bebedouros e computadores.
  • Se possível providenciar mais dispensadores de álcool gel nos ambientes, especialmente em pontos de maior circulação de pessoas como a entrada da Escola e salas de aula, e proceder a reposição sempre que necessário (se o dispensador exigir contato com as mãos, intensificar a limpeza desta região com água e sabão).
  • Se for possível escalonar a liberação das turmas para o recreio, com intervalos de 5 em 5 minutos, para manter o menor número possível de alunos no mesmo ambiente ( alimentação/recreação).
  • Manter o refeitório limpo antes, durante e após a distribuição dos alimentos.
  • O preparo de mamadeiras pode ocorrer na mesma área de manipulação de alimentos, mas em horários diferentes, higienizando o local antes de iniciar o preparo, para evitar a contaminação cruzada.
  • Os utensílios da cozinha e do lactário (garfos, facas, colheres, pratos, panelas, canecas, copos, bandejas, etc.) entram em contato direto com os alimentos, portanto a limpeza cuidadosa evitará que veiculem doenças.
  • Colchões e travesseiros deverão ter revestimento impermeável que facilite a limpeza e desinfecção com álcool 70% a cada turno, ou após o contato com fluídos corpóreos (retirar excesso com papel toalha, limpeza com água e sabão e desinfecção com álcool 70%).
  • As banheiras deverão ser higienizadas com água e sabão após cada uso, depois de secas deverá ser aplicado álcool 70% com papel toalha.
  • Disponibilizar equipamentos de proteção individual para os colaboradores (sapatos fechados, uniformes ou aventais com material impermeável, luvas, entre outros).
  • Utilizar lenços descartáveis para higienizar o nariz, pois a prática da higiene nasal evita o surgimento de doenças. Aproveitar para ensinar a criança a cuidar de si, disponibilizando lenços de papel quando solicitado por ela, mas supervisione bem estas ações, sem esquecer que, em seguida, é preciso lavar as mãos.
  • Tais materiais devem ser exclusivamente de uso individual:  sabonete, xampu, remédios, mamadeira, chupetas. Todo o material deve estar marcado com o nome de cada criança. As escovas de dente devem dispor de protetores que impeçam o contato de uma com a outra e devem ser guardadas separadamente.
  • Os adultos em constante contato com crianças devem manter as unhas limpas e curtas.
  • Instituir um protocolo para troca de fraldas, garantindo que todos os passos recomendados pela Anvisa sejam seguidos e toda a equipe esteja alinhada com os procedimentos.
  • Todos os cuidados devem ser transmitidos às famílias para que os mesmos sejam realizados em casa.
  • Familiares e todos os colaboradores da equipe escolar devem ser informados sobre a doença, seus sinais e sintomas. Dessa forma os familiares evitarão de enviar as crianças para a escola nos casos de suspeita e a equipe da escola saberá identificar e afastar imediatamente os casos suspeitos.
  • Estimular, através de ações pedagógicas hábitos saudáveis como boa alimentação, atividade física, ingestão de líquidos e boa higiene para manter o sistema imunológico reforçado para enfrentar a doença mão-pé-boca e outras doenças.
  • É muito importante que a escola reveja com regularidade seus protocolos de limpeza, higiene de crianças e controle de doenças no ambiente escolar. Sempre que possível compartilhe com a equipe de saúde as dúvidas da equipe, a fim de alinhar as práticas escolares para prevenção e controle de doenças
  • Compartilhe com os familiares das crianças um modelo de circular sobre a doença mão-pé-boca – acesse aqui.

 

Importante

A doença mão-pé-boca não é considerada de notificação compulsória (que deve ser notificada obrigatoriamente), entretanto, a ocorrência de dois ou mais casos relacionados devem ser notificados como surto.  

O surto deve ser comunicado à UBS referenciada da escola, a qual irá orientar o afastamento da turma ou dos alunos. Como também comunicá-la quanto ao monitoramento dos casos, estratégias implementadas e se houve a melhora destes.

 

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Veridiana Ferreira Torres

Enfermeira Especialista em Cardiologia pela Unifesp e Pós-Graduada em Docência do Ensino Superior

 

Letícia Spina Tapia

Enfermeira e Fisioterapeuta, Mestre no Ensino em Ciências da Saúde e Coordenadora Nacional do Programa Escola Segura.

 

Sobre nós

  • Publicado em: 20/02/2017
  • Revisado em: 28/11/2021

 

REFERÊNCIAS: