Neste post, você verá: 

 

  • 6 recomendações importantes sobre piolho na escola
  • Piolho: o que é?
  • Principais sintomas causados pelo piolho
  • 6 recomendações importantes sobre piolho na escola
  • Como acontece a transmissão do piolho
  • Tratamento do piolho
  • Piolho na escola, o que é importante saber?
  • Como prevenir a infestação por piolhos?
  • Piolho: o que a Escola pode fazer?

 

É só começarmos a falar sobre piolho, que parece que a cabeça já começa a coçar, e o lugar preferido dos piolhos são as cabecinhas das crianças, porém adolescentes e adultos também não estão livres dessa infestação.

A pediculose é uma doença provocada pela infestação de Pediculus humanus capitis (piolho) e lêndeas (ovo do piolho) no couro cabeludo, um parasita comum que acomete preferencialmente as crianças em idade escolar.

Existe ainda a pediculose do corpo e a pediculose pubiana, porém nossa intenção nesta publicação será discorrer sobre a pediculose no couro cabeludo que acomete as crianças.

 

 

Piolho: o que é?

 

 

É um inseto parasita, que se nutre do sangue humano extraído do couro cabeludo, é facilmente reconhecido como um bichinho preto, que fica andando na cabeça, ele não voa e não pula, entre os fios de cabelo, no entanto, é o contato típico entre as crianças no ambiente escolar que permite a reprodução com facilidade deste inseto.

O piolho adulto vive em torno de 48 horas quando está longe de um hospedeiro humano.

A fêmea vive em torno de 30 dias, e a fêmea é capaz de colocar até 300 ovos durante seu ciclo de vida. Esses ovos são chamados de lêndeas, são pontinhos brancos que ficam “grudados “ no cabelo.

Esses ovos eclodem entre 7 e 10 dias e a área mais comum é na região posterior da cabeça, atrás das orelhas e nuca.

 

 

Você pode gostar:

Qual termômetro utilizar na escola? 

Alimentação por sonda

 

 

Principais sintomas causados pelo piolho

 

 

O sintoma clássico da Pediculose é o “prurido”, ou seja, a coceira no couro cabeludo. É mais comum de surgir em crianças, sobretudo as do sexo feminino e de cabelos longos.

A coceira é causada pelo mecanismo utilizado pelos insetos “chocados” para sugar o sangue do couro cabeludo, eles utilizam a saliva para expandir os vasos sanguíneos e evitar a coagulação do sangue, o que facilita sugar pequenas quantidades a cada hora.

Vale ressaltar que esse “mecanismo” desencadeador da coceira poderá levar de 4 até 6 semanas para acontecer depois da primeira infestação, por isso é importante a verificação semanal do couro cabeludo das crianças.

Às vezes, essa coceira é tão intensa que pode provocar feridas no couro cabeludo da criança, podendo ocasionar infeções secundárias na região, devido ao contato com outros microrganismos, como bactérias e fungos.

Também é comum o aparecimento de linfonodomegalia (ínguas) atrás das orelhas e nuca.

A crianças pode apresentar irritação e dificuldade de concentração nas atividades escolares, além de se sentir constrangida em compartilhar o seu problema.

 

 

Como acontece a transmissão do piolho

 

 

O piolho é transmitido principalmente das seguintes maneiras:

 

  • Através do contato direto entre as pessoas infestadas
  • Brincadeira entre as crianças
  • Compartilhamento de artigos de uso pessoal como: toalhas de banho, lençóis de cama, pentes, escovas, presilhas de cabelo, bonés, chapéus, touca de cabelo.

 

 

Acesse nossos materiais gratuitamente:

e-Book sobre o manejo da febre na escola

Modelo de circular sobre mão-pé-boca para os familiares

 

 

 

Tratamento do piolho

 

 

 

O tratamento deverá ser curativo, com o uso de medicamento tópico e preventivo, para ter certeza que o problema foi solucionado e evitar novas infestações.

Os medicamentos tópicos (pediculicidas) são vastos, e eficazes na destruição de piolhos e lêndeas.

Como podem ser adquiridos sem receita médica, é importante compreender que existem recomendações específicas para cada tipo de produto comercializado, por exemplo produtos à base de permetrina e piretrina são mais seguros que a base de lindano.

E muitos especialistas recomendam repetir o tratamento entre 7 e 10 dias para garantir a cura.

Há também produtos à base de malation, que poderão ser prescritos quando a permetrina e piretrina não forem eficazes, porém esse medicamento possui álcool em sua formulação, por isso não é recomendado para crianças com menos de 2 anos.

De um modo geral, independente do produto que for utilizado para combater a infestação por piolhos é importante verificar para qual idade ele é indicado e nunca exceder a quantidade recomendada para cada aplicação.

O início do tratamento com xampus recomendados será iniciado somente quando tiver certeza da existência de piolhos, pois muitas pessoas confundem os ovos das lêndeas com caspa, areia e até poluição, e isso poderá expor desnecessariamente a criança a pesticidas.

Outra questão bastante importante é compreender a importância das medidas não farmacológicas no tratamento desta infestação. A principal delas é a remoção total dos piolhos e lêndeas com pente fino ou manualmente, pois os medicamentos não matam os ovos (lêndeas) do parasita.

Segundo Drauzio Varella, a recomendação é que depois da aplicação, o medicamento deve permanecer na cabeça protegida por uma touca durante 10 a 15 minutos. Evite usar sacos plásticos para tampar a cabeça, principalmente em crianças pequenas, que podem sufocar.

Após esse tempo com a touca, é indispensável o uso de pente fino, pois os medicamentos não eliminam as lêndeas. Uma dica é usar o pente fino no banho, para aproveitar e deixar que a água do chuveiro os leve embora.

Após algumas horas, passe novamente o pente fino para eliminar piolhos e lêndeas que possam ter restado.

Atualmente existe uma grande preocupação com a resistência aos xampus químicos e a exposição repetida de crianças a substâncias químicas fortes, por isso a remoção diária de lêndeas do cabelo da criança com um pente é uma excelente medida de controle.

É importante que todos que convivam com a criança acometida pela pediculose sejam examinados e se necessário tratados, para evitar uma nova infestação.

O corte dos cabelos raramente é necessário!

 

 

Piolho na escola, o que é importante saber?

 

 

  • Não utilizar receitas caseiras para combater piolhos na cabeça das crianças, pois estudos apontaram que receitas caseiras pouco fizeram para matar piolhos e lêndeas e ainda aumentaram o risco de infecção pela bactéria Staphylococcus aureus.
  • A lavagem com xampu ou sabonete convencionais, não matam os piolhos e as lêndeas.
  • Em contato com a água os piolhos fecham as suas vias respiratórias e se agarram firmemente ao cabelo.
  • Se as lêndeas não forem totalmente retiradas, uma nova infestação irá acontecer.
  • Raramente será necessário o corte do cabelo.
  • Piolho não voa nem pula, mas por ser leve pode ser conduzido pelo vento, no entanto é o contato típico entre as crianças no ambiente escolar que permite a reprodução com facilidade deste inseto.
  • Atentar-se para que as crianças não compartilhem objetos pessoais como pentes, escovas e adornos de cabelo.
  • Para crianças com cabelos longos é recomendado mantê-los presos no ambiente escolar (durante o tratamento).

 

 

Como prevenir a infestação por piolhos?

 

 

A Academia Americana de Pediatria (AAP), reconhece que não há uma medida infalível no combate ao piolho, principalmente porque as crianças entre em contato cabeça-a-cabeça uma com a outra com frequência, no entanto o pediatra e homeopata Dr. Moises Chencinski de São Paulo destaca:

 

“O banho diário não é uma prevenção eficaz. Os insetos podem sobreviver submersos em água por 20 minutos, e os seus ovos, que se colam aos fios de cabelo perto do couro cabeludo, são impermeáveis até mesmo para pesticidas químicos. Uma abordagem mais eficaz, embora não uma forma de evitar todos os casos, é uma vigilância regular por parte dos pais para detectar e tratar primeiras infestações, evitando, assim, a propagação de outras”.

 

  • Rigorosa inspeção no couro cabeludo deverá ocorrer para ter certeza que o problema foi solucionado.
  • Uso diário de pente fino (com o cabelo molhado) é uma medida eficaz de controle que será feita somente pelos responsáveis da criança.
  • Familiares e pessoas próximas, devem ficar atentos aos sintomas e realizar a inspeção no couro cabeludo.
  • A escola também deverá ser avisada, para a realização de programas de orientação sobre o assunto.
  • Evitar que haja o contato de objetos da criança infectada com outras crianças sem a infestação.
  • As roupas de cama e de banho deverão ser lavadas e passadas com ferro quente, trocas deverão ser diárias até a solução do problema.
  • Existem produtos específicos para o tratamento da infestação por piolhos, portanto consultar o pediatra para verificar qual o produto recomendado e a forma de aplicação.
  • Orientar as crianças a não compartilhar objetos pessoais como pentes, escovas e adornos de cabelo.
  • Se as lêndeas não forem totalmente retiradas, uma nova infestação irá acontecer.

 

Conheça nossas formações e assessoria sobre saúde e segurança escolar, acesse o portfólio aqui. 

 

 

Como pentear o cabelo com piolhos? 

 

 

Ao pentear o cabelo seco é possível produzir eletricidade estática que pode lançar os insetos a até um metro de distância, por isso a recomendação de pentear o cabelo molhado.

 

 

Piolho: o que a escola pode fazer?

 

 

  • Quando as crianças tomam o banho na escola, é importante que os cabelos sejam lavados regularmente, e se possível utilizar pente individual. Se isso não for possível, lavar bem o pente antes de utilizar na criança (é recomendável mergulhar em água quente por 5 a 10 minutos).
  • Piolho pode aparecer na cabeça de qualquer tipo de criança independente de sua classe social, tipo de cabelo e condições de higiene, e essa constatação é importante para evitar discriminações no ambiente escolar.
  • Procure sempre manter transparência na escola e com os familiares: se duas ou mais crianças começarem a coçar a cabeça é importante o professor identificar e comunicar os demais colaboradores da escola, além dos familiares, assim todos poderão agir com eficiência e rapidez impedindo que ocorra uma infestação.
  • Educar as crianças a utilizar seus objetos (de uso pessoal) e não compartilhar com os demais, como escovas, pentes, bonés, tiaras, travesseiros, entre outros.
  • Se possível, enviar aos familiares das crianças uma circular com informações úteis sobre a pediculose como os cuidados que devem ter com a criança e as medidas adotadas pela escola e solicitar que investiguem a cabeça de seus filhos em busca de sinais deste parasita.
  • Conversar diretamente com os familiares da criança com piolho para orientar cuidados.
  • Os educadores podem orientar as crianças maiores, explicando o que eles podem fazer para evitar pegar piolhos, como não compartilhar objetos pessoais, como pentes, bonés, arcos e outros acessórios para cabelo e cabeça.
  • A Academia Americana de Pediatria e Association of School Nurses (Associação Nacional de Enfermeiros), desencorajam que os alunos com lêndeas devam ser afastados das atividades escolares, no entanto é preciso que medidas preventivas e curativas sejam rigorosamente adotadas. O afastamento da criança será orientado somente se a infestação prejudicar a sua saúde: muita coceira, lesões no couro cabeludo e desconforto, neste caso recomendar a avaliação do pediatra.
  • Conversar diretamente com os familiares da criança com piolho para orientar cuidados.
  • Orientar a equipe escolar sobre essa infestação, inclusive desmistificar a forma como o piolho é transmitida.
  • Na vigência de 2 ou mais casos de infestação na mesma turma, comunicar a autoridade de saúde para orientações, pois pode ser necessário o afastamento de alunos e monitoramento.

 

 

Receba nossas publicações e mantenha-se atualizado sobre saúde e segurança na escola. Cadastre-se aqui. 

 

 

Letícia Spina Tapia

Enfermeira Especialista em Docência do Ensino Superior e Mestranda em Ensino em Ciências da Saúde pela Unifesp

 

 

 

Veridiana Ferreira Torres

Enfermeira Especialista em Cardiologia pela Unifesp e Pós-Graduada em Docência do Ensino Superior

 

 

Sobre nós 

 

Publicada em: 01/06/2016

Revisada em: 04/12/2021

 

Referências